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APRESENTAÇÃO

Querendo colaborar na construção de um mundo democrático, livre e justo estamos empenhados em montar um XOJOBIL (Arco-íris em Tzeltal, língua indígena maia), ponte de cores, de luz, ponte de informação e conscientização sobre o processo, os fatos, as causas e os impactos do acontecer indígena e camponês no México, no Brasil e na América Latina.

Somos livros, revistas, documentos, palestras, seminários, relações, que baseados na experiência mexicana, queremos divulgar de forma autônoma e auto-gestiva os valores de modelos alternativos de vida que vêm desde a prática socio-política dos povos.

No Brasil desde 1998, em contato com estudantes e pessoal de universidades, sindicatos, movimentos sociais, partidos, temos a preocupação que a maioria das pessoas não conta com suficiente informação elementar sobre os povos indígenas e camponeses do México e da atual sociedade mexicana.

Em geral há uma desinformação e desconfiança com relação aos movimentos sociais, e em particular o Movimento Zapatista.

Por isso, estamos empenhados em facilitar livros, revistas e documentos que possibilitem uma verdadeira crítica para entender a história recente e descobrir novos conhecimentos e práticas sociais que dão sentido à democracia, à política e à sociedade.

Estamos interessados em alimentar uma relação com Editoras, Bibliotecas e Institutos de Investigação para assim ampliarmos nosso acervo de livros e revistas, estabelecer contatos com pesquisadores, professores, estudantes e pessoas ligadas a movimentos sociais.

Nossa missão é ser como XOJOBIL, uma ponte de cores, intercambiando fatos e experiências para a construção de um mundo livre e melhor.

Alejandro Manuel Buenrostro y Arellano
Sociólogo

Alejandro conviveu durante 15 anos com tzeltales dos município de Chilón, Sitala, Yajalón, Simojovel, trabalhando na Misión Jesuíta de Bachajón e na Equipe Tzeltal de Pastoral da Diocese de San Cristóbal de las Casas. Segundo ele próprio, o período foi considerado um processo de assimilação e diálogo com a cultura maya.
Seguindo o exemplo da militância educacional de Paulo Freire, enfrentou a tarefa de transformar a consciência mágica e ingênua à consciência crítica ativa. Exercitou junto de educandos a capacidade de utilizar experiências de vida em pedagogia viva, de educar ao educador e resgatar, sobretudo, a cidadania protagonista da transformação.
Participou de projetos de educação e investigação social no Estado de Tlaxcala com produtores de cevada, camponeses e indígenas na meseta Purépecha, No Estado de Michoacán.
Na cidade de Morelia, foi assessor de mestrado em educação de adultos, lá estudou o método de Ação Metódica Autodirigida.
Cursou o mestrado em Sociologia na Universidade Iberoamericana - UIA, na cidade do México, e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, Brasil.
É membro do Comitê Civil de Diálogo "Comandanta Ramona" da Frente Zapatista de Libertação Nacional, na cidade de Morelia, Estado de Michoacán, México.
No Brasil desde 1998, publicou 2 livros: Chiapas, Construindo a Esperança - Paz e Terra (Juntamente com Ariovaldo Umbelino de Oliveira - Departamento de Geografia Agrária - FFLCH - USP) e As Raízes do Fenômeno Chiapas - Editora Alfarrábio.



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